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Vamos dar continuidade aos nossos papos sobre lideranças?

Hoje vamos falar sobre as pressões que sofremos em ter que fazer pressão nos colaboradores que estão sob a nossa responsabilidade. Vocês acham que gestão é sinônimo de pressão?

Inúmeras vezes um líder precisa exercer pressões na sua equipe. Muitas delas podem gerar interpretações erradas e causar consequências indesejadas. Mas quais são as pontos de sofrimento que um líder possui ao ter que fazer cobrar a sua equipe? Abordaremos aqui as cinco mais importantes: Problemas de relacionamento interpessoal, desorganização do local de trabalho, deficiência no clima organizacional, feedback e feedforward e distanciamento da equipe.

Vamos falar mais detalhadamente de cada uma.

Problemas de relacionamento interpessoal:

Uma das situações mais desconfortantes é o desafio das interações entres as pessoas. A primeira informação que circula na “rádio corredor” quando alguém é promovido para um cargo de gestão é: “ele era um puxa saco do chefe”. A segunda informação é: “ciclano merecia mais que ele”. A terceira informação é: “quero ver até quando ele vai aguentar”. Essas três informações se resumem na inveja. É desafiador para uma pessoas que almeja um cargo de gestão, ver outro funcionário ganhar a promoção. Nesse primeiro momento, ou melhor, em todos os momentos da vida profissional, um líder precisará trabalhar com esse ponto.

Criar um bom relacionamento interpessoal demanda tempo e disposição para ouvir e falar a verdade sem magoar o outro. Esse é um papel crucial que o líder precisa cumprir. Resolver conflitos entre colaboradores é uma tarefa corriqueira. Flexibilizar e compreender o outro ponto de vista sem julgar são habilidades indispensáveis para a gestão de pessoas. Aprender sobre perfil comportamental e praticar a escuta ativa são as melhores formas de gerir e conciliar pessoas.

Desorganização do local de trabalho:

Essa questão afeta especialmente os mais perfeccionistas e mais organizados. Numa empresa, o ambiente físico deve ter um elevado grau de organização para que os processos funcionem e para que a empresa consiga ter lucros. Imagine uma empresa que possui vários setores que interagem entre si, mas que não possuem seus procedimentos estruturados. A informação demora muito para ser encontrada e muitas vezes é contraditória. Isso gera um grande desperdício de produtividade.

Só para exemplificar, vamos pensar num gerente de vendas com uma empresa desorganizada. Como é que ele conseguirá fazer um atendimento de pós venda com informações incompletas no cadastro do cliente? Como ele conseguirá imprimir um relatório completo e confiável se o vendedor não cadastra a venda de forma correta no sistema? Como que ele conseguirá bonificar e promover um vendedor que bate todas as metas, se a empresa não tem um planejamento financeiro? Como que ele fechará um contrato empresarial se os vendedores perdem os contratos ou se os vendedores redigem um contrato na dinâmica do ctrl+c e ctrl+v sem prestar atenção aos detalhes?

Muitos questionamentos, né!? Então, você acha que a desorganização atrapalha a produtividade ou não? Uma forma de minimizar isso é investir um tempo de qualidade para analisar e reestruturar os processos internos da organização. Um trabalho burocrático temporário para um aumento da receita futura. Sem contar que a organização é um ponto diferencial nos atendimentos aos clientes para rapidez e resolução dos problemas.

Deficiência no clima organizacional:

Primeiramente vamos entender o que é clima organizacional. Clima organizacional é a interação e o nível de satisfação que os funcionários possuem com os elementos do ambiente da empresa. Por exemplo: Liderança, comportamentos dos colegas de trabalho, benefícios oferecidos pela empresa, modelo de trabalho, ferramentas de trabalho, possibilidade de crescimento, etc. Quando um colaborador possui uma satisfação baixa com esses elementos, o líder possui um trabalho mais desafiador para motivá-lo. O líder fica no meio do campo de batalha fazendo a conciliação de conflitos e interesses entre os funcionários e a empresa. Em alguns casos, a empresa não oferece, ou não possui, condições para melhorar o clima organizacional. Então, o líder deve criar artimanhas para poder melhorar o ambiente para o funcionário, com os poucos recursos que possui. Dessa maneira, muitos funcionários ficam desmotivados e acabam pedindo demissão.

Desenvolver a criatividade e conseguir unir toda a equipe para o mesmo objetivo, são duas excelentes habilidades para diminuir essa pressão. Desenvolver o Fit Cultural também é uma maneira de reter os talentos para uma melhor evolução do clima organizacional.

Feedback e feedforward:

Essas duas ferramentas causam um reboliço em qualquer equipe. Muitas pessoas ainda não entendem o propósito do feedback e do feedforward. Muitos líderes utilizam essas ferramentas de forma errada. De maneira simples, o feedback refere-se ao fato que aconteceu recentemente e que deve ser pontuado para melhorias. O feedforward é um direcionamento futuro para desenvolver e
melhorar as competências. Por serem usadas de um jeito incorreto, quando pensamos nessas ferramentas, já imaginamos que vamos ser chamados a atenção. Levamos para o lado pessoal e para o lado negativo. Isso gera pressão e desconforto. Porém, é uma tarefa muito necessária e que deve ser realizada por todos os gestores.

Em alguns momentos, a falta de comunicação assertiva dentro do feedback ou do feedforward, gera conflitos entre o líder e o liderado. Esses conflitos, se não forem esclarecidos honestamente, podem causar atritos piores e, com certeza, a diminuição de rendimento da equipe. Aprender a utilizar essas ferramentas é a chave para um excelente desenvolvimento de toda a equipe. Traçar um planejamento de feedback e feedforward recorrente faz toda a diferença na estrutura dos relacionamentos internos na equipe. Isso engaja todos os funcionários.

Distanciamento da equipe:

Você que é líder: já almoçou sozinho por não ter companhia de ninguém da sua equipe? Já ficou até depois do horário sozinho por não ter companhia de ninguém da sua equipe? Já ficou numa saia justa em alguma reunião por defender um ponto de vista sem apoio de ninguém da sua equipe? Já se sentiu sozinho na “faixa de gaza” entre a diretoria da empresa e sua equipe? Pois é, muitas vezes a liderança é solitária. Não se pode compartilhar certas coisas e isso causa uma sensação, que na maioria das vezes é real, de distanciamento da equipe. Em algumas empresas, o distanciamento é tão grande e nítido que a equipe “sabota” o líder, ou seja, criam um ambiente desfavorável ao relacionamento e diminuem os resultados. Um apoio faz muita falta. Cultivar a amizade dentro da empresa é uma boa estratégia para diminuir essa sensação de solidão.

Vamos fazer um exercício prático? Chame todos os membros da sua equipe ou do seu setor e vamos lá!

  • Distribua uma folha e uma caneta para cada um.
  • Peça para que eles escrevam 3 coisas sem se identificar: 1 objetivo pessoal de curto prazo, 1 objetivo profissional de curto prazo e 1 sonho de longo prazo (pessoal ou profissional).
  • Dobre e misture todos os papeis e peça que cada um pegue um.
  • Peça para cada um ler o papel que sorteou, dando uma sugestão de como conseguir alcançar os objetivos e realizar o sonho que leu.
  • Após a explanação de cada um, você irá comentar como a equipe e a empresa poderão ajudá-lo nessas realizações. Faça um link de cada objetivo e sonho com as possibilidades que eles possuem dentro da organização. Faça que eles percebam que você, como líder, pode contribuir criando uma interação mais verdadeira e um maior engajamento entre vocês. Isso aumentará a sensação de pertencimento e a confiança deles.

Você terá a oportunidade de alinhar os objetivos individuais com o objetivo coletivo. Poderá fazer com que todos olhem para o mesmo ponto a fim de satisfazer as necessidades não só da empresa, mas também de cada um.

Se precisar tirar dúvidas e aprender mais, é só mandar mensagem que a gente responde!

Vamos continuar aproveitando essa fase para crescer. Lembre-se: O autoconhecimento é primordial para seu sucesso!